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Altarinho do Menino Jesus

Em alternativa ao presépio, é costume montar o altarinho do Menino Jesus,que se dispõe sobre uma cómoda do quarto principal da casa, ou numa mesa encostada à parede. O Menino Jesus, normalmente vestido com saia e corpete de seda bordada, é colocado de forma a ficar bem visível. Tudo à sua volta era enfeitado com velas, jarras com flores, bonecos de barro, frutos da época e searas de ervilhaca.




Seara de ervilhaca

Não se esqueça de preparar as suas searas de ervilhaca! 
Entre o dia de Santa Bárbara e o da Imaculada Conceição, ou então no dia de Santa Luzia, coloca-se a grelar em tigelas e pratinhos, ervilhaca, trigo, milho, tremoço e alpista para,juntamente com laranjas e tangerinas, enfeitar o presépio ou o altar do Menino Jesus.





Primeiro é necessário demolhar as sementes 24h. Depois de secas, colocar num vaso com terra, sem as enterrar. Regar uma vez por dia e esperar que comece a crescer.

"O Menino mija"?

A tradição do Natal açoriano "O Menino mija", junta grupos em peregrinação por casas de amigos e familiares e constitui um símbolo do património etnográfico do arquipélago. 
Entre o dia 24 de Dezembro e o de Reis (06 de Janeiro), vários grupos de homens e mulheres andam de casa em casa visitando familiares e amigos e degustando doces e licores tradicionais, que estão sempre expostos por esta altura nas mesas.

Antes de entrarem, e chegados a estas casas, os grupos perguntam: "O Menino mija?"Esta frase, acaba por ser uma forma das pessoas abrirem as suas portas e partilharem o que têm nesta época natalícia.




Fonte: http://www.dn.pt/portugal/acores/interior/tradicao-de-natal-o-menino-mija-resiste-nos-acores-3601100.html
Carolina Simas

Lapinhas de São Miguel

Em S. Miguel, as primeiras referências a presépios remontam ao século XVI, por influência da fixação na ilha da Ordem dos Franciscanos. Porém, é no século XVII que aparecem as primeiras "lapinhas", confeccionadas pelas freiras nos conventos. 

As lapinhas, autênticos presépios em miniatura, são decoradas com minúsculas conchas e flores artificiais de seda, penas, escamas de peixe, cera, papel e algodão. O tema central é a gruta que abriga a Sagrada Família, em torno da qual se organizam todos os outros elementos. Dentro de redomas ou caixas de vidro, os belos e frágeis presépios de lapinha são tradição nas casas açoriana e  permaneciam em exposição durante todo o ano, colocadas em cima da cómoda do quarto de cama.










Foliões do Espírito Santo da Horta

As procissões eram tradicionalmente acompanhadas pelos foliões, encarregados de anunciar, dirigir
e orientar todas as cerimónias, dançando e cantando jocosamente.




Filhoses do Forno à moda da Terceira

Uma iguaria que não pode faltar no carnaval da Terceira sãos as filhoses de forno! Veja a receita abaixo e o vídeo onde Martinha Martins, de São Bartolomeu dos Regatos, concelho de Angra do Heroísmo, nos dá a conhecer a sua receita de família.

Foto: Acre e Doce


Ingredientes:
Para a massa
250 gramas de farinha
5 ovos
1 chávena de leite
1 chávena de água
1 colher (sobremesa) de fermento
óleo (margarina) para untar as formas
farinha para polvilhar

Para o recheio
½ litro de leite
2 colheres (sopa) de amido de milho (maizena)
4 gemas e 1 ovo inteiro
250 gramas de açúcar (se preferir pode reduzir o açúcar, para que o recheio fique menos doce)
Raspas de 1 limão



Preparação
Massa 
Pré-aquecer o forno (200-210ºC).
É essencial que todos os ingredientes estejam à temperatura ambiente, por isso, retire do frio tudo o que for necessário com a antecedência devida.
Colocar os ovos numa tigela e com uma batedeira bater até que cresçam bastante e que fiquem espumosos.
Juntar farinha, aos poucos e misture devagarinho.
Adicionar o fermento e o sal.
Juntar o leite e a água e misturar bem até obter uma mistura líquida mas homogénea.

Untar bem as formas de alumínio com óleo (ou margarina) e polvilhar com farinha.
Encher as formas, até 3/4, com a massa.
Colocar num tabuleiro e levar a cozer no forno cerca de 20 a 30 min. Deverão ficar grandes e douradas, por isso tenha atenção ao espaçamento das formas no tabuleiro. Não devem ficar muito juntas. As filhoses ficam ocas. É este interior que será posteriormente recheado.
Retirar do forno mas não o desligue.
Desenformar as filhoses com cuidado.

Recheio
Colocar num tacho o amido de milho e desfazer com um pouquinho do leite.
Misturar bem, adicionar os ovos, o açúcar, as raspas de limão e misturar.
Juntar o restante leite. Levar ao lume brando e mexer sempre até obter uma papa cremosa.
Deixar arrefecer.
Rechear as filhoses com o creme de limão. Para isso, pode fazer uma pequena abertura com uma faca e introduzir o recheio com uma colher de café. Ou rechear com a ajuda duma seringa ou saco de pasteleiro.




Fonte: Petiscos

Aplicação para smartphones e tablets disponibiliza um roteiro do artesanato dos Açores

Foi criada uma aplicação multimédia bilingue, denominada 'Percursos do Artesanato dos Açores', para smartphones e tablets. A app permite o acesso às mais de 100 unidades produtivas artesanais dos Açores, onde se situam, quais os produtos que vendem e qual o seu horário de funcionamento.


Dos bordados à tecelagem, passando pela produção de doces típicos, pelos trabalhos em escamas de peixe, cerâmica ou miolo de figueira, fica a conhecer toda a informação sobre os artesãos das 9 ilhas e os seus produtos!

Procura na app stone e faça o download desta aplicação! 

Para saber mais: Governo dos Açores

Apanha do Chá Porto Formoso

A Fábrica de Chá Porto Formoso localiza-se na freguesia de Porto Formoso, concelho da Ribeira Grande, na costa norte da ilha de São Miguel, nos Açores.
Juntamente com a Fábrica de Chá Gorreana, são as únicas do seu género na Europa a processar as folhas da "Camellia sinensis" para produção de chá.


O período da apanha das folhas acontece por um espaço temporal que se estende entre os meses de Abril e Setembro. 
 
 
 
 
 
Após a apanha inicia-se um processo de transformação da folha, que passar pelo murchamento, a enrolagem, a oxidação e a secagem. Após concluído esse processo é que se inicia a selecção. Desta selecção resultam três tipos de chá, conforme a qualidade das folhas que lhes deu origem.
 
Fonte: Wikipedia

Cozido das Furnas

Não poderíamos falar dos Açores sem falar no cozido das Furnas, uma delicia da gastronomia portuguesa. Aqui nas Furnas pode comer o cozido em várias restaurantes, mas também pode fazer o seu. Se optar por fazer o seu, tem que esperar cerca de 6 horas até estar pronto. Contudo, a zona das Fornas é lindíssima e enquanto espera, tem muito para ver e fazer.
Se quiser preparar o seu próprio cozido e abraçar o espírito açoriano, siga a receita.

Ingredientes:

500 g de carne de porco
1 galinha
1 kg de chambão
1 couve lombarda
1 couve portuguesa
Chouriço de carne
125 g de toucinho fumado
50 g de toucinho gordo
4 cenouras
1 chouriço
1 morcela
batatas
inhame
batata doce
sal e pimenta da terra q.b.
Preparação:

Cortar as carnes e os enchidos e toucinho em pedaços.
Cortar os legumes em quartos.
Na panela, colocar primeiro algumas folhas de couve para forrar. Depois adicionar as carnes de porco e vaca. De seguida, o repolho, a couve, as batatas, a cenoura e o inhame. De seguida o frango e o chouriço. No fim, colocar a morcela enrolada em couve para que durante a cozedura não rebente. 
Temperar com sal e pimenta.
Com a ajuda dos senhores que lá trabalham, atar a panela com um fio, colocá-la no buraco, cobrir com terra e esperar, cerca de 6 horas. Garantimos que a espera vale bem a pena!


Fonte: cozinhatradicional.com